Pelas pontas dos dedos, na curva da nuca, entrelaçados nos calcanhares, naquele desenho de joelho, cintura e postura, no andar, não de pernas, mas de pensamentos, a voz que não é só cordas, garganta, boca e ar, mas pele poros céu ribombando dentro do peito da ideia daquilo que um dia nasceu em verde azul e mesa.
Era sábado? E chovia.
Era manhã? E estava fria.
Mas havia um jardim, uma taça (quem sabe até, uma graça), e uma trilha musical que ninguém ouvia.
Eu chovi.
Ela fez sol.

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