– É asa de passarinho – ela ouviu-se, quase num sussurro.

Mas era muito mais: era sonho e abismo. Era domingo e suas manhãs de azul, vermelho e sal, era mesa cheia e suco de limão. Era grama verde, sol e sementes germinadas por puro prazer em flores-ser. Era domingo, antes de tudo.
Desvestiram-se dos medos, prepararam os pratos, abandonaram os talheres, e de mãos nuas, devoraram suas fomes.
Ao que a outra respondeu:

– A gente é sempre outra coisa.

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