Cada viga, coluna, compasso: era uma casa habitada no futuro. Nesse quarto, naquela escada, essa dança todas as noites. Olha o jardim, queria jasmim, não pela rima, mas pelo perfume. E o teu cheiro, esse teu jeito, essa morada no teu peito. Vinho, comida, e roupa no varal. Se eu pudesse escolher uma tarde, uma única tarde, apenas uma, seria aquela pousada no verde dos teus olhos, amor e grama, numa primavera para sempre hoje. Não era ontem.
É uma casa para sempre hoje.
Um futuro agora mesmo.
Porque nós é coisa urgente. Nós é muito mais do que o somatório de um eu e um tu.

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