A grama crescia entre os dedos dos pés:
arbusto verde
tão verde quenem.
Pelo muro subiam vontades,
cheiros espalhados,
quando.
Era um rosto uma boca um beijo,
que.
E o azul invadindo espaços,
quartos, salas, sonhos.
Era domingo.
Mas podia ser um dia qualquer.
Da terra brotara tapete, sofá e parede.
E o azul continuava lá.
Ela era sol.

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