Façamos poesia.
Não poesia-papel, mas poema vida: nos pratos de comida, na cama arrumada, no sorriso perdido.

Façamos poesia com nossos corpos, sonolentos ou despertos.
Façamos poemas como quem ama, indo e vindo, sem pausa, sem correntes. Que a poesia acorde assim: no dia que, espreguiçado, ouve passarinhos e silencinho. Silêncio que acaricia.

Que o poema ame assim: sem querer nada em troca, querendo apenas, ser. Esse ser é estar exatamente onde você quer estar, fazer exatamente aquilo que você está fazendo. E mesmo assim, ser tão mais. Ser poema que ondula, atravessa mar e esvoaça azul.

Poe(a)mando, amamos mais. E o pestanejar do dia, adormece e lembra de sonhar.

Façamos poesia como quem sonha: voando para terras distantes, mesmo aqui. Mesmo agora. Façamos poemas como quem acredita: que esse dia e outros tantos serão para sempre, azuis. Mesmo que não: porque quem poema, poesia a vida.

E isso é amor.

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