Uma palavra verde vem aos olhos, e a música que chega à língua exala arrepios?
A maciez da tua pele não é na ponta dos dedos que sinto: nos ouvidos, ela toda sussurra em mim. Esse cheiro rústico, não entra feito ar ou perfume, ele corrói minhas mãos, sobe pelas costas e desagua assim, na minha nuca, eriçada de espinhos ancestrais.
Tua voz afugenta o mundo, deslumbra paisagens, e escala montanhas.
E lá, do alto, não é o eco,
o som,
o voo.
É a queda:
caio em mim.
Em ti, sinto.
E lembro que em francês é muito mais belo:
tomber amoureux.

2 comentários em “Nos sentidos, universos

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