Mais que azul,
eram asas,
sol e domingo.
Da janela se viam verdes,
corpos leves
a planar.
Nos lençóis, a vida toda,
toda vida,
sim.
Sedes e fomes para nunca mais.
Para além da porta,
o mundo,
e outros tantos muros.
Mas ali,
naquele chão líquido,
a água se fez farta,
inundou quartos e salas,
embarcações e suas partidas,
e elas,
marejadas,
marítimas,
se fizeram (a)mar.

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