, o que restou foi um vento de chuva, um pensamento de nuvem (em formato de leão marinho), uma fome incivilizada e aquele cheiro de verão. Quando o dia caiu por terra, e a noite cresceu fresca, o que nasceu foi a vontade louca de ser mar (queria saber cantar), e um déjà-vu de outro século, outro corpo (um pouco torto), outra idade (antiga feito papel amarelo de tempo). O dia se fez cinza, poeira, pó acalmado por água de alturas azuis (escuras).
Quando a chuva chegou, aquele dia, esse dia, antes prosa
se fez poesia: gota a gota,
leão e navio, e eu,
a cantar.

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