Como nasceu: numa noite após algumas taças de tinto, enluaradas e um pouco embriagadas, pensamos (r)evoluções. E se o mundo pudesse ser um lugar melhor? E se NÓS pudéssemos fazer (r)evoluções? A começar pela mesa. A começar pelo que comemos. O início de tudo somos nós. A pensar, a comer, a cozinhar, a escrever, a fazer.
Poemas: porque poesia é uma das formas de (r)evolucionar. Poesia é coisa que se vive, que escorre no canto da boca, que nos mastiga (às vezes nos regurgita), poesia é uma forma de andar, correr por ruas escuras. Poema é coisa que brota assim, numa manhã de quinta, com ar de terras distantes, que carrega em si um punhado de noz-moscada.
Noz-moscada: Myristica Fragrans, planta Moscadeira, 5 gramas do seu pó e as alucinações começam a nos confundir. Em pequenas dosagens nos levam para dentro do poema. Uma pitada, um pequeno roçar no ralador, na ponta da faca, e o perfume de arábias e 1.001 noites chegam em pleno dia, do jardim à mesa.
Entre poemas e noz-moscada, façamos (r)evoluções.

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