Habita em mim
um tanto de outros corpos
muito de diferentes gostos
aquilo que há
e o que deixa de existir.
Sou essa
e outras tantas.
Habito-me:
às vezes de muito perto,
em outras,
perco de vista – um eu, e o nós – puro hábito de estranhar-me.
Nas palmas das minhas mãos,
habitam destinos e (mal)passados pensamentos,
e no canto mais escuro de mim,
versos e vasos made in China.
Mas,
na curva da minha nuca trago teu cheiro soprado
feito vento de chuva,
tão perto e tão dentro,
que
escancaro portas e janelas, e
deserto-me.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *