Tuas unhas,
minhas costas
sulcadas
plantadas
raízes em toda a extensão.
Pulmões
coração
pele e
poro,
bebem no ar da tua boca
tuas sedes mais íntimas
esse deserto que um dia (sempre) fomos.
Folhas de verde profundo
se fundam em intestinos
pés e coluna:
galhos pela laringe
perfuram tímpanos
alvéolos florescem.
No pulsar do cardíaco ritmo,
pétalas e botões,
vulva nuca coxas cheiro tempo tudo rouco roto torto
tragados para o dentro de mim.
Respirei teus cabelos,
me alimentei das tuas fomes,
e nas costas
só levo
a leveza
dos sonhos
a(e)rados e
cantados
no fundo de
nós.

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